A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) realizou, em São Paulo, a Rodada de Negócios do Mercado Imobiliário, promovida pela Comissão da Indústria Imobiliária (CII). O evento, ocorrido na última quinta-feira (22), reuniu representantes do setor para debater o cenário político e econômico, os desafios do financiamento habitacional e os impactos da Reforma Tributária. A reunião foi conduzida por Eduardo Aroeira, presidente da CBIC, e Ely Wertheim, vice-presidente da Área de Indústria Imobiliária da entidade.
Entre os temas discutidos, destacaram-se as perspectivas para as eleições de 2026, mudanças no sistema tributário e o financiamento habitacional com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e da poupança. Segundo CBIC, o financiamento habitacional foi um dos principais focos do encontro. Luis Fernando Mendes, economista e assessor técnico da CII, apresentou dados mostrando um crescimento de 3,2% nos financiamentos para aquisição e construção de imóveis nos primeiros oito meses do ano, em comparação com o mesmo período do ano anterior.
A importância de ampliar as fontes de recursos para o financiamento habitacional foi destacada, especialmente considerando que o FGTS atingiu seu limite de capacidade de aumentar o orçamento. Clausens Duarte, vice-presidente da Área de Habitação de Interesse Social da CBIC, ressaltou a pressão dos custos sobre os empreendimentos habitacionais de interesse social, o que pode comprometer as margens das empresas do setor.
O evento também abordou o papel do FGTS no financiamento imobiliário, com Celso Petrucci, diretor de Economia do Secovi-SP, destacando as mudanças na capacidade financeira do fundo e o aumento da demanda por recursos.
A perspectiva econômica foi apresentada por Rafael Martins Murrer, economista sênior do Bradesco, que alertou para uma desaceleração da atividade econômica e a escassez de mão de obra qualificada como entraves à construção civil.
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